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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Glúten e leite são mesmo os vilões do momento?

Alerta máximo! Dieta anti qualquer coisa, que bane de vez algo do cardápio, coloca o glúten e o leite na mira daqueles que pretendem enxugar as medidas e conquistar o corpo dos sonhos! Mas, mantenha a calma! Antes de sair cortando um monte de coisas de sua alimentação para não fazer feio no verão, preste atenção! Por enquanto não existe nenhuma comprovação científica de que tirando os dois da alimentação haja redução de medidas. Então, porque eles foram alçados ao posto de vilões da dieta?
Vamos explicar. O que existe é uma feliz coincidência: o glúten - proteína sem valor nutricional, presente em cereais como trigo, centeio, aveia, cevada - está em muitos alimentos engordativos (e deliciosos). Pães, bolos, bolachas, macarrão, pizzas e até a cerveja não escapam da lista. Então, retirando esses alimentos ricos em carboidratos do menu haverá, consequentemente, perda de peso.
Por isso, de acordo com Alexandre Okamori, alergologista e imunologista do Hospital São Camilo de São Paulo, há casos de pessoas que se beneficiam com a dieta de exclusão. A lista de celebridades que levantam a bandeira da dieta sem glúten não para de crescer: Giovanna Antonelli, Halle Berry, Luciana Gimenez, Jessica Alba, Letícia Spiller e Juliana Paes são só algumas atrizes que se renderam ao movimento anti-glúten e dizem colher bons resultados.
Mas fica um alerta: "O que precisa ser avaliado na embalagem é se o produto livre de glúten também é reduzido em calorias, para que possa ajudar no emagrecimento. Então, mesmo que se faça uma dieta livre do glúten, não significa que o ponteiro da balança vai descer", explica Liliam Teixeira Francisco, nutricionista da equipe ENDOdiagnostic .
Quer mais um motivo para você pensar? Existe a intolerância ao glúten. Se for leve, não será caracterizado como doença celíaca mas a pessoa pode apresentar sintomas como inchaço e alteração na saciedade. Liliam explica que essa enfermidade agride e danifica as vilosidades do intestino prejudicando a absorção dos nutrientes. "A má absorção torna-se um problema sério, resultando em perda de vitaminas, minerais e calorias", ressalta. No caso do paciente com essa doença existe, sim, a necessidade de cortar o glúten de toda a dieta, como precisou fazer a atriz Isis Valverde assim que recebeu o diagnóstico. Se a intolerância for leve, não precisa ser tão radical. A diminuição dos produtos com glúten pode dar resultado tanto para a disfunção quanto no quesito quilinhos a menos: a barriga estufada some e, no lugar dela, surge uma falsa silhueta emagrecida.
Para Edson Credidio, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia , o que está acontecendo com o glúten é uma onda de difamação sem o menor fundamento. "O glúten só faz mal para quem tem a doença celíaca, assim como o açúcar para os diabéticos", compara o especialista, completando: "Não há sentido em tratá-lo como uma espécie de nova gordura trans, algo que deve ser evitado". Os especialistas alertam, ainda, para a ocorrência de uma alimentação desequilibrada, já que pode haver dificuldade de encontrar alimentos substitutos àqueles que possuem glúten, embora esses já estejam conquistando as gôndolas dos supermercados e de lojas especializadas.
Já em relação ao leite, pesquisas da Associação Americana de Gastroenterologia e Nutrição apontam que 85% da população adulta tem algum grau de intolerância à lactose, o açúcar presente no leite, e também não fazem ideia disso. O que ocorre é que ao longo da vida vai havendo, naturalmente, uma diminuição da lactase, a enzima que quebra esse açúcar. "Se a lactose chega intacta ao intestino, ela fermenta e provoca gases, cólicas, diarreia", esclarece Liliam. A lactose mal digerida também provoca retenção de líquidos e aquela distensão do abdômen com sensação de estufamento. Quando o leite é cortado da dieta, tudo isso melhora e, a exemplo do que acontece quando tira o glúten da alimentação, você desincha e acha que está com um corpão.
De acordo com Alexandre, do ponto de vista alérgico, o glúten e o leite podem provocar reações graves se a pessoa apresenta algum tipo de doença como intolerância ao glúten, alergia à proteína do leite ou intolerância à lactose. "Há casos em que a pessoa não percebe os sintomas ou tem sintomas leves, o que dificulta o diagnóstico", pontua. O médico explica, de maneira bem resumida, que a alergia é uma reação que envolve o sistema imunológico e a intolerância é um tipo de reação adversa ao alimento, que não envolve o sistema imunológico. Então, para Alexandre, a eliminação de alimentos que contenham esses ingredientes não é uma boa escolha. "Não seria uma orientação genérica para a população em geral, mas para um grupo específico", ressalta.
No caso de querer realmente retirar o leite do cardápio, Liliam ressalta que é preciso incluir na dieta outros alimentos ricos em cálcio. "O mineral é essencial na manutenção da saúde óssea e na prevenção da osteoporose", alerta. A nutricionista sugere o aumento do consumo de sardinha em lata, folhas verdes como espinafre, couve e brócolis, feijão, soja cozida e sucos e alimentos enriquecidos com cálcio.
Então, vamos combinar? Antes de seguir qualquer dieta, o melhor é consultar quem entende do assunto. Não, não estamos falando de celebridades que contam aos quatro ventos que mantêm a forma cortando o glúten ou o leite. Estamos falando de médicos e nutricionistas que irão avaliar corretamente a sua necessidade. Cada caso é um caso.

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