Empresários decidiram atender a reivindicações dos rodoviários.
Paralisação, no entanto, só será encerrada após assembleia da categoria.
Um acordo entre os sindicatos dos Rodoviários de Pernambuco e das Empresas de Transporte de Passageiros (Urbana-PE), na manhã deste sábado (6), na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-PE), viabilizou o fim da greve de ônibus no Grande Recife. No encontro, os empresários decidiram atender a reivindicações da categoria, como não demitir ou punir os grevistas nem descontar os dias parados. Os trabalhadores se comprometeram a voltar ao serviço imediatamente.
As informações foram repassadas pelo superintendente Regional do Trabalho, André Negromonte. "As duas partes mantiveram conversas desde a noite de ontem [sexta], que entraram pela madrugada", disse.
O presidente do Urbana-PE, Fernando Bandeira, contou os detalhes do acordo em coletiva no início desta tarde, sem a participação dos representantes dos trabalhadores. "Assinamos uma ata administrativa nos comprometendo a cumprir os termos. Apenas demitiremos funcionários que participaram de confusão. Os dois sindicatos vão conversar sobre a multa de R$ 100 mil por dia [imposta no julgamento do dissídio pelo Tribunal Regional do Trabalho]", explicou Bandeira.
As informações foram repassadas pelo superintendente Regional do Trabalho, André Negromonte. "As duas partes mantiveram conversas desde a noite de ontem [sexta], que entraram pela madrugada", disse.
O presidente do Urbana-PE, Fernando Bandeira, contou os detalhes do acordo em coletiva no início desta tarde, sem a participação dos representantes dos trabalhadores. "Assinamos uma ata administrativa nos comprometendo a cumprir os termos. Apenas demitiremos funcionários que participaram de confusão. Os dois sindicatos vão conversar sobre a multa de R$ 100 mil por dia [imposta no julgamento do dissídio pelo Tribunal Regional do Trabalho]", explicou Bandeira.
Ele acrescentou que cerca de 500 funcionários terceirizados foram contratados durante a greve e serão admitidos para completar o quadro das empresas. O Urbana-PE informou que 70% da frota está nas ruas neste sábado, quantidade que corresponde ao esquema especial de circulação nos finais de semana.
Neste momento, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Patrício Magalhães, está na sede da entidade reunido a portas fechadas com um advogado. Um dos diretores do sindicato, Diógenes José de Souza, não soube informar se haveria nova assembleia dos motoristas, cobradores e fiscais. "A categoria respondeu quando voltou ao trabalho ontem [sexta]. Conseguimos que eles não descontem os dias paradados nem demitam os grevistas", limitou-se a dizer.
Integrantes da central sindical Conlutas, Aldo Lima, que faz oposição ao Sindicato dos Rodoviários, afirmou que não foi notificado sobre o acordo e se reunirá com líderes sindicais para avaliar os rumos do movimento.
Neste sábado (6), coletivos circularam normalmente pelos principais corredores viários doRecife, como as avenidas Agamenon Magalhães, Mário Melo e Conde da Boa Vista. Na noite de sexta (5), passageiros afirmaram que tiveram menos dificuldades para voltar para casa.
Neste sábado (6), coletivos circularam normalmente pelos principais corredores viários doRecife, como as avenidas Agamenon Magalhães, Mário Melo e Conde da Boa Vista. Na noite de sexta (5), passageiros afirmaram que tiveram menos dificuldades para voltar para casa.
Também na sexta (5), os rodoviários fizeram uma passeata pelas ruas do Centro. A caminhada pacífica, que reuniu cerca de 200 manifestantes, partiu da sede do sindicato, em Santo Amaro, e seguiu pela Avenida Cruz Cabugá, Rua do Hospício, Avenida Conde da Boa Vista, Rua da Aurora e Mário Melo.
Impasse
A categoria decidiu deflagrar greve na última segunda (1º) exigindo reajuste de 33% e melhores condições de trabalho. O sindicato dos donos de empresas de ônibus oferecia aumento salarial de 3%. Na terça (2), o pleno do Tribunal Regional do Trabalho (TRT6) decretou a ilegalidade da paralisação e determinou a volta dos profissionais ao trabalho.
No julgamento do dissídio da categoria, o TRT ainda definiu fixar, por 11 votos a 3, o reajuste de 7% para a categoria, que passa a ter piso salarial de R$ 1.605 (motorista), R$ 1.037 (fiscal) e R$ 738 (cobrador). Os valores anteriores eram R$ 1.500, R$ 970 e R$ 690, respectivamente. A categoria não aceitou o resultado do julgamento e decidiu manter o movimento até este sábado (6).
Impasse
A categoria decidiu deflagrar greve na última segunda (1º) exigindo reajuste de 33% e melhores condições de trabalho. O sindicato dos donos de empresas de ônibus oferecia aumento salarial de 3%. Na terça (2), o pleno do Tribunal Regional do Trabalho (TRT6) decretou a ilegalidade da paralisação e determinou a volta dos profissionais ao trabalho.
No julgamento do dissídio da categoria, o TRT ainda definiu fixar, por 11 votos a 3, o reajuste de 7% para a categoria, que passa a ter piso salarial de R$ 1.605 (motorista), R$ 1.037 (fiscal) e R$ 738 (cobrador). Os valores anteriores eram R$ 1.500, R$ 970 e R$ 690, respectivamente. A categoria não aceitou o resultado do julgamento e decidiu manter o movimento até este sábado (6).

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