Carmelitas desfila protestando contra a falta do bonde em Santa Teresa
Tradicional bloco lota as ladeiras do bairro.
Foliões desfilam com animação enfrentando forte calor.
O Bloco das Carmelitas, tradicional de Santa Teresa, no Centro do Rio, lotou as ladeiras do bairro na tarde desta sexta-feira (8) com uma multidão de foliões brincando ao som do samba que é um protesto contra a ausência dos trens. Os bondinhos, que fizeram do local um cartão-postal do Rio, não circulam desde 2011. A camiseta, criada pelo artista Roberto Bandeira, faz uma alusão ao quadro de Edvar Munch “O grito”, e mostra uma freira foliona perplexa diante da longa ausência do bonde.
“O patrimônio cultural está sendo negociado para quem paga mais”, disse ele.Paulo Saad, um dos fundadores do bloco, disse que espera pelo menos cinco mil pessoas brincado pelas ruas do bairro. Ele explica que a camiseta é um protesto e denuncia “o horror que o bairro está passando sem o bonde”.
Por volta das 17h, os foliões seguiam o bloco enfrentando muito calor e muita animação. As fantasias foram as mais variadas, desde as tradicionais freirinhas de pouca roupa por conta do calor até fãs do aplicativo de fotos Instagram, que se fantasiaram de hashtag.
Cerveja no cartão
Não é fácil achar, mas o folião que vai para os blocos de rua do carnaval do Rio de Janeirosem dinheiro pode conseguir se hidratar e tomar suas cervejas. Para isso, basta que ele não tenha esquecido em casa o seu cartão.
No Carmelitas, por exemplo, o vendedor Moisés Thiago estava oferecendo esta oportunidade aos seus clientes. O vendedor explica que tem um negócio próprio e aproveitou para levar a máquina de cartões para o bloco.
Não é fácil achar, mas o folião que vai para os blocos de rua do carnaval do Rio de Janeirosem dinheiro pode conseguir se hidratar e tomar suas cervejas. Para isso, basta que ele não tenha esquecido em casa o seu cartão.
No Carmelitas, por exemplo, o vendedor Moisés Thiago estava oferecendo esta oportunidade aos seus clientes. O vendedor explica que tem um negócio próprio e aproveitou para levar a máquina de cartões para o bloco.
Segundo ele, a procura pelo serviço foi grande. "A cada 30 minutos, umas 20 pessoas usaram cartão comigo", contou
Moisés disse também que, nas últimas duas semanas, conseguiu lucrar cerca de R$ 2 mil nos blocos do Rio. E a espectativa dele é de que, até o domingo depois do carnaval, tenha atingido os R$ 7 mil.
Moisés disse também que, nas últimas duas semanas, conseguiu lucrar cerca de R$ 2 mil nos blocos do Rio. E a espectativa dele é de que, até o domingo depois do carnaval, tenha atingido os R$ 7 mil.
Protesto criativo
As jovens Maria Louise, Bruna, Charlotte e Gabriela foram criativas neste Carnaval. Vestidas de taxi, as moradoras do bairro de Santa Teresa aproveitam a época de folia para protestar contra os taxistas que, segundo elas, dificilmente sobem o bairro. Curtindo o Bloco das Carmelitas, Gabriela aproveita a fantasia para dar uma dica aos foliões: “Se beber, não dirija, vá de taxi”.
As jovens Maria Louise, Bruna, Charlotte e Gabriela foram criativas neste Carnaval. Vestidas de taxi, as moradoras do bairro de Santa Teresa aproveitam a época de folia para protestar contra os taxistas que, segundo elas, dificilmente sobem o bairro. Curtindo o Bloco das Carmelitas, Gabriela aproveita a fantasia para dar uma dica aos foliões: “Se beber, não dirija, vá de taxi”.
O reinado da folia começou oficialmente nesta sexta, quando o prefeito Eduardo Paes passou a Chave da Cidade para as mãos do Rei Momo. Dando início aos trabalhos oficiais, 30 blocos e bandas desfilam por ruas e praças de Norte a Sul da cidade. A maior concentração de blocos acontece no Centro, onde 11 agremiações se apresentam. De acordo com a Riotur, mais de 400 blocos vão se apresentar por todas as regiões da cidade até 17 de fevereiro.
Baixe o cronograma dos blocos por região:

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